sábado, 24 de novembro de 2012

O vento sopra pra longe as folhas secas.
O tempo apaga as memórias do que um dia, foi bom.
Mas perdeu o sentido.
As flores caem no chão, bonitas, porém mortas.
És bela, porém vazia.
E se de repente  o mundo ficou cinza, não foi minha culpa. 
Se o meu sorriso não te faz bem, não é minha culpa.
Culpa o vento, culpa o tempo.
Ele soprou teu apego pra longe de mim, deixando tudo frio.
Ele levou embora meu raio de sol.
E assim como as folhas secas, hoje te dou meu adeus.




Blackbird singing in the dead of night,
Take these broken wings and learn to fly.
All your life,
You were only waiting for this moment to arise.

Blackbird singing in the dead of night,
Take these sunken eyes and learn to see.
All your life,
You were only waiting for the moment to be free.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Gostaria que as pessoas não esperassem tanto de mim. Assim eu decepcionaria menos quem eu amo mais.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

 Na vida, passamos por diversos tipos de perdas. Das mais banais até as mais dolorosas. Perdemos cabelo, dinheiro, ônibus, aqueles bilhetes dos dias especiais. E, por vezes, acabamos perdendo a nós mesmos. São os dias que nos sufocamos com as palavras, ficamos tontos, desnorteados com a luz. A gente se sente um pouco só. Se sente longe, se sente pesado. Fica com medo de tudo. Medo de dormir, medo de sonhar, medo de acordar, medo do amanhã. Medo daquele segundo, quando alguém abre a boca pra falar algo, ou quando não falam nada, só te olham nos olhos, falando tudo. Medo inclusive de respirar, por que a dor é tão grande, tão psicológica, que se torna física. Quando você inspira, tem medo de acabar despedaçando, de tão frágil que se sente. A gente ouve uma música, vê um filme, fecha os olhos um pouco, pra fazer isso passar. Mas no fim, a gente sabe que é normal. Isso sempre acontece. E lembra de sorrir. Por mais que a lágrima insista em cair. Por que sorrir é o melhor remédio em tempos difíceis. Sorrir, sorvete e amigos. Um abraço cura até demônios. Quando você se perde, você fica sem fome, sem sono. E acaba por vir a ficar sozinho no seu quarto, com medo do escuro, escrevendo besteira e até chorando um pouco, mesmo sabendo que hoje foi especial. Mesmo sabendo que amanhã vai ser um novo bom dia, um outro dia especial. Especial por que vais poder recomeçar tudo. Sorrir mais, olhar pro colorido do céu sem reclamar. Abraçar seus amigos e roubar um beijo de quem te faz bem. Sorrir e lembrar que sempre vai existir um dia novo pra se viver.
(MESMA, eu)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Regressions


I've been noticing regressions along my path 
Every step forward goes the same length back 
My body sees familiar wounds 
The road to death leads me back to the womb 
Friends walk away 
My stare is cast upon them 
So that they'll never be as lonely as I was.


Yonlu

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


Por mais que tudo esteja tão difícil e complicado, eu tenho sonhos. Tenho planos. Pretendo realizá-los, eu vou começar a me mover. Quero uma tarde de paz, só eu na janela, observando o sol se por com uma xícara de chá do lado. Eu, uma música calma (Radiohead ou Yann Tiersen, provavelmente). Tendo quadros na parede. Londres, Paris, NY, Marilyn. Um pequeno gato, uma parede-mural de fotografia. Minha câmera. Ter a certeza do que eu quero, ter a certeza de que amanhã vai ser um dia bom. Sorrir com uma ligação, sair no fim da noite. Viver verdadeiramente, sem rédeas, sem medo. Sem medo. Sem medo... O futuro é assustador. Mas realmente, o futuro é agora. Deve ser por isso que eu tenho tanto medo de tudo. Mas vai dar tudo certo, né? Eu sei que sim. É só lutar por tudo aquilo que se quer. Não é fácil. Não vai ser fácil. Mas eu vou conseguir. Eu sei que vou.