Até que ponto a esperança pode desgraçar a vida de um homem?
Passamos a vida na busca de dias melhores, baque após baque, derrota após derrota. Até que ponto é saudável acreditar que haverá um futuro promissor, onde a paz reinará?
Porque após um certo tempo, passei a questionar quanto tempo mais essa dor é suportável.] Eu não sei se posso aguentar mais disso por muito mais tempo. Tô cansada dos adeus, tô cansada das mentiras, tô cansada de estar rodeada de veneno.
Eu não sei se posso me abrir novamente pra sentir toda a podridão que vem de fora.
De que adianta todo esse esforço para se abrir pro mundo se no fim do dia estarei eu sozinha em frente a um computador escrevendo o que sinto pra não explodir? Ninguém liga. Ninguém liga, porque lá fora existe o egoísmo. Egoísmo corrompe a alma das pessoas. Infelizmente eu não nasci com o gene do egoísmo, muito pelo contrário. Chego a colocar tudo e todos antes de mim. Nunca entendi exatamente o porque. Na maioria das vezes eu só queria morrer e pronto. Acho que existe uma grande parte de covardia em mim, já tentei por um ponto final em tudo, nunca consegui. Devo acreditar que há uma força maior pedindo preu ter esperança por dias melhores?
Ou uma força maior querendo me castigar e me forçando a viver em um meio mizerável de vida?
Existe um grande vácuo em mim, uma galáxia infinita onde há escuridão e vazio. Mas não é só isso, existem coisas pelas quais se vale a pena tentar. Existem pequenas estrelas e um sol dentro do meu coração, me mantém aquecida, me mantém de pé. Me fazem querer ser teimosa, querer lutar. Seria egoísmo meu deixá-los? Ou egoísmo deles desejar que eu fique?
Esperança existe, só não sei até quando.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
quinta-feira, 21 de maio de 2015
De: Leu-se - Sobre a loucura e o amor.
IDIOSSINCRASIA
s.f. - Particularidade comportamental própria de um indivíduo
(Etm. do grego: idiosugkrasía.as)
s.f. - Particularidade comportamental própria de um indivíduo
(Etm. do grego: idiosugkrasía.as)
Dedicação, paciência; É necessário ter bolas para amar alguém. E talvez um bom estômago. Não é como nos filmes, não vem fácil, não se fica pra sempre. É preciso ceder, é preciso ter coragem, é estar disposto a se ter nós na garganta, a sentir o ácido do vômito subir à garganta. É necessário bons olhos, bons ouvidos e boa percepção para captar a loucura do outro, é imprescindível se apaixonar por tal loucura. Se apaixonar por tal loucura, viajar na mente do outro, olhando nos olhos, falando coisas desconexas, mas se sentir feliz. Por estar naquele momento, estar feliz de estar rindo com sua pior risada, de estar gritando bêbada na rua, de acordar desgrenhada e mesmo assim ainda enxergar os olhos, os mesmos olhos do outro te olhando como se você fosse um prêmio, como se você fosse a recompensa, como se você fosse a melhor pessoa do mundo. É preciso se apaixonar pela demência, e não a medicinal, sim a da alucinação, delírio, desvairo, insânia. É estar confortável ao lado da outra pessoa no seu pior estado, seja físico seja mental. É se apaixonar por um defeito, é amar o horror do outro. É fechar os olhos e se transportar pra pior cena, mas mesmo assim, enxergar a beleza de tal, porque a pessoa que você ama está lá. Amor não é como no cinema. Não é como nos livros. É muito pior. Amar é estar em um pesadelo e insistir em tal. É ter choques de realidade. É mergulhar na loucura. É amar a loucura do outro.
O amor é uma desgraça. Mas que desgraça miserável de boa, que me faz querer viver tudo de novo.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
I'm so scared of dying
Nunca fomos os melhores. Éramos suficiente e isso bastava. Estávamos presos no mundo que construímos, estávamos intoxicados por memórias que criamos, estávamos apegados à um sentimento que estava fino como lagos de gelo no verão. A cada passo que dávamos, rachava um pouco mais. A dor de afogar-se nesse lago seria maior do que a de sair dele? Desistimos na hora correta? Ou fomos covardes? Só o tempo dirá.
Eu sentirei muito a falta de todas as pequenas coisas. Mas... São só coisas. O que importa é a lembrança. Mas a lembrança insiste em me chicotear com seus braços de fogo. Aonde eu vá existe um pedaço de você. E dói, como dói. Como dói engolir tudo o que estou sentindo e ter que seguir em frente. Como dói saber que você não vai mais me abraçar da mesma forma. Como dói saber que nunca mais seremos da mesma forma.
Existe um buraco enorme no meu peito, quando caminho sinto o vento me atravessar. Letal, frio.
Existem nós no meu estômago, existe uma grande pedra na minha garganta, existe um grande vazio no meu coração. Existe água nos meus pulmões. Como dói tentar respirar. Existe uma grande estúpida interrogação no meu cérebro.
É hora de fazer as malas, é hora de focar no futuro, chegou a hora de ir embora. Pra sempre, sem olhar pra trás, sem derramar nenhuma lágrima. É hora de respirar fundo, com ou sem água nos pulmões. Chegou a hora. Porque o mundo não para, o tempo corre. É uma pena que não volte atrás. Se voltasse eu estaria fazendo as malas, mas seria pra te encontrar no início de tudo.
Eu só sei que dentro de mim, nem que seja um pedaço de nada, vai te amar pra sempre. E eu vou guardar esse pedaço com todo o carinho que cabe em mim. Num canto especial onde só eu possa encontrá-lo. Onde eu possa fechar meus olhos e controlar o tempo. Onde eu possa dormir de novo nos seus braços. Onde tudo possa ser bom de novo.
Eu sentirei muito a falta de todas as pequenas coisas. Mas... São só coisas. O que importa é a lembrança. Mas a lembrança insiste em me chicotear com seus braços de fogo. Aonde eu vá existe um pedaço de você. E dói, como dói. Como dói engolir tudo o que estou sentindo e ter que seguir em frente. Como dói saber que você não vai mais me abraçar da mesma forma. Como dói saber que nunca mais seremos da mesma forma.
Existe um buraco enorme no meu peito, quando caminho sinto o vento me atravessar. Letal, frio.
Existem nós no meu estômago, existe uma grande pedra na minha garganta, existe um grande vazio no meu coração. Existe água nos meus pulmões. Como dói tentar respirar. Existe uma grande estúpida interrogação no meu cérebro.
É hora de fazer as malas, é hora de focar no futuro, chegou a hora de ir embora. Pra sempre, sem olhar pra trás, sem derramar nenhuma lágrima. É hora de respirar fundo, com ou sem água nos pulmões. Chegou a hora. Porque o mundo não para, o tempo corre. É uma pena que não volte atrás. Se voltasse eu estaria fazendo as malas, mas seria pra te encontrar no início de tudo.
Eu só sei que dentro de mim, nem que seja um pedaço de nada, vai te amar pra sempre. E eu vou guardar esse pedaço com todo o carinho que cabe em mim. Num canto especial onde só eu possa encontrá-lo. Onde eu possa fechar meus olhos e controlar o tempo. Onde eu possa dormir de novo nos seus braços. Onde tudo possa ser bom de novo.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Quantas vezes se perguntou se era boa o suficiente
Bonita o suficiente
Inteligente o suficiente.
Quantas vezes ouviu você falar de outras.
Com tanto apreço, com tanta vontade.
"Quando seria a minha vez?"
"Queria ser mais bonita"
Mas... adiantaria? Se ele só tem olhos para o que está lá fora.
Lindíssima, gostosíssima.
"Quando seria minha vez?"
Nunca foi, nunca vai ser.
Os olhos dele estão lá fora, procurando
Uma oportunidade, uma novidade
Uma chance, uma passagem.
Uma porta
Uma saída.
Nunca você.
Bonita o suficiente
Inteligente o suficiente.
Quantas vezes ouviu você falar de outras.
Com tanto apreço, com tanta vontade.
"Quando seria a minha vez?"
"Queria ser mais bonita"
Mas... adiantaria? Se ele só tem olhos para o que está lá fora.
Lindíssima, gostosíssima.
"Quando seria minha vez?"
Nunca foi, nunca vai ser.
Os olhos dele estão lá fora, procurando
Uma oportunidade, uma novidade
Uma chance, uma passagem.
Uma porta
Uma saída.
Nunca você.
domingo, 5 de janeiro de 2014
bulimic
É tão difícil expressar tudo o que sentia. Quando chegavam na ponta da língua, ela fazia a questão de engolir num gole amargo todas as palavras que se formavam em seu âmago, seu universo particular. Se odiava por cada gole, cada letra, cada frase. Cada oportunidade perdida. Por mais que doesse expor tudo aquilo, doía ainda mais sentir que vomitava as palavras em forma de cacos de vidro prestes a se quebrar ao mais singelo movimento que fizesse após essa bulimia emocional.
sábado, 30 de novembro de 2013
This is Goodbye
Dezembro tá começando assim. Eu cheia de lágrima nos olhos. Mais um mês por vir, trazendo consigo coisas que eu não consigo imaginar. Sejam elas boas ou ruins. Eu espero que apenas boas, mas... Nunca se sabe do futuro. E eu sou uma ansiosa nata. 2013 tá acabando! Nem acredito que realizei com ele três grandes sonhos. Eu vou sentir MUITA falta desse ano. Foi um ano que deu tudo certo pra mim, que eu realmente dei a volta por cima. Conheci muita gente incrível, vivi muita coisa incrível. Eu cresci tanto que nem sei. E eu nem acredito que tudo isso vai passar. Eu nem acredito que muita coisa pode acabar, eu sinceramente nem suporto pensar nisso. Mas esse texto é pra falar sobre isso, sobre superação. Ano passado eu sofri que nem uma condenada. Mas o tempo me ajudou a superar tudo. E isso é um ciclo na vida. Coisas ruins acontecem, mas o tempo cura tudo. Sem paranoia, sem desespero. Espero estar pronta para um ano novo cheio de coisas novas. Que venham elas, que venha tudo. Vou enfrentar com toda a força que eu tiver dentro de mim. Mesmo com quedas, mesmo com perdas. Eu vou enfrentar tudo, vou superar tudo. Espero que poucas coisas atuais mudem, porém, se tiverem de mudar. Que seja. Vai ficar tudo bem.
domingo, 10 de novembro de 2013
Toda guerra começa assim. A tranquilidade (disfarçando a tensão) é interrompida por bombardeios inesperados. E hoje foi um dia assim. Tinha tudo pra ser bom, mas foi uma droga. Minha cabeça foi bombardeada de falsidade bêbada, de comentários superficiais vindo de pessoas que não me conhecem. É tão cansativo ver tudo isso, me sinto tão perturbada. Me faz querer adoecer novamente.
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