Gravei em um cantinho pequeno em mim, o som do seu sorriso
o jeito como os seus dentes perfeitos aparecem e o modo como seus olhos ficam menores.
Guardei o modo de como seus olhos ficam menores e sua sobrancelha se mexe de forma engraçada. Guardei também seus cílios, quase se encostando, escondendo a cor do licor de jaboticaba que tens nas tuas duas pequenas janelas. Lembro da cor do teu cabelo, meio mel, meio castanho. Tão bonito.
Guardei o modo de como tu sorri quando te acordo pela manhã, alisando tua barba.
O jeito que tu sussurra "bom dia" e vem me dar um beijo, depois me abraça forte e volta a dormir.
Eu sei quando tens pesadelo. Tu me acordas no meio da noite e me pede um 'xero'. Gravei na memória o jeito de como você anda, um tanto torto, quando sóbrio. Parece que dança, quando bêbado. Eu lembro daquele dia em que tu chorou, de noite. Eu lembro como fico com saudade quando você não tá por perto. Permita-me roubar uma expressão: "Me sinto como se estivesse sem um braço ou uma perna". Mas é assim mesmo, fico incompleta e tento me completar com as outras coisas, para me distrair. Saudade as vezes é bom. Antes de dormir, lembro de como é bom dormir te abraçando. Parece que eu te protejo, e não ao contrário. Queria que tu soubesse que eu queria te fazer uma pessoa melhor, assim como tu faz comigo, quero que tu seja feliz, como sou contigo, quero que tu se sinta bem, assim como eu me sinto. Quero que tu seja livre e queira ficar, assim como eu decidi desde que te conheci. Quero muito o teu bem, meu bem.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
Descartável
A gente se perde um pouquinho a cada dia, a cada pequena tristeza um pedacinho da gente vai morrendo. Até que tudo se esvai e não se sobra nada além de mágoa.
sábado, 8 de junho de 2013
Madness
Mundo pobre
Mundo podre
Tá pobre de amor, pobre de humanos.
Modernidade líquida, transformando tudo em descartável
Deixando o vento varrer, a chuva lavar
Mas o que está podre, não se pode recuperar.
Cada um sabe o que carrega dentro de si
Cada um sabe que pode fingir
Cada um vai mentir.
E isso assusta.
Falta sinceridade, falta carinho, falta educação.
Falta diálogo, falta contato, falta tato.
Falta gente, mas gente de verdade.
Falta solidez.
No mundo onde tem tudo.
E ao mesmo tempo, um infinito nada.
Mundo podre
Tá pobre de amor, pobre de humanos.
Modernidade líquida, transformando tudo em descartável
Deixando o vento varrer, a chuva lavar
Mas o que está podre, não se pode recuperar.
Cada um sabe o que carrega dentro de si
Cada um sabe que pode fingir
Cada um vai mentir.
E isso assusta.
Falta sinceridade, falta carinho, falta educação.
Falta diálogo, falta contato, falta tato.
Falta gente, mas gente de verdade.
Falta solidez.
No mundo onde tem tudo.
E ao mesmo tempo, um infinito nada.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
This is one for the good days.
Tatuagem mais forte do que a morte deixa não há.
É mais dolorosa do que a agulha perfurando a pele pra fixar a tinta.
A morte é bela, poética, dolorosa, dilacerante. Me dilacerou há um ano atrás.
Levando uma pequena parte de mim.
Me traumatizando.
Cortando meu coração. Marcando minha alma.
O cérebro humano é uma peneira, parece que faz tanto tempo...
Talvez daqui há alguns anos eu nem lembre mais de ti.
Que eu lembre, que eu não me deixe esquecer.
Que eu lembre, mas que seja menos doloroso.
Que não me faça chorar mais, que eu esqueça aquele dia horrível.
que minha memória falhe nesses detalhes aterrorizantes.
Mas que prevaleça toda a alegria que um dia tu me deu.
Hoje faz um ano. Poderia ser um século. Tu ainda faz muita falta.
Te amo muito, muito.
É mais dolorosa do que a agulha perfurando a pele pra fixar a tinta.
A morte é bela, poética, dolorosa, dilacerante. Me dilacerou há um ano atrás.
Levando uma pequena parte de mim.
Me traumatizando.
Cortando meu coração. Marcando minha alma.
O cérebro humano é uma peneira, parece que faz tanto tempo...
Talvez daqui há alguns anos eu nem lembre mais de ti.
Que eu lembre, que eu não me deixe esquecer.
Que eu lembre, mas que seja menos doloroso.
Que não me faça chorar mais, que eu esqueça aquele dia horrível.
que minha memória falhe nesses detalhes aterrorizantes.
Mas que prevaleça toda a alegria que um dia tu me deu.
Hoje faz um ano. Poderia ser um século. Tu ainda faz muita falta.
Te amo muito, muito.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Escolha de morrer.
Não tenho medo da morte, tenho medo da dor.
Não tenho medo da altura, tenho medo da queda.
Não tenho medo de armas, mas um disparo não deveria ser a última coisa a se ouvir antes de morrer.
Não tenho medo da corda, mas a última sensação que eu gostaria de sentir no pescoço seria um beijo.
Não tenho medo da água, mas gostaria de um gosto diferente antes de morrer.
Não tenho medo do fogo, mas a temperatura de se sentir antes de morrer, deveria ser outra pele em chamas.
E assim, ninguém nunca estaria pronto pra escolher quando ou como morrer.
Não tenho medo da altura, tenho medo da queda.
Não tenho medo de armas, mas um disparo não deveria ser a última coisa a se ouvir antes de morrer.
Não tenho medo da corda, mas a última sensação que eu gostaria de sentir no pescoço seria um beijo.
Não tenho medo da água, mas gostaria de um gosto diferente antes de morrer.
Não tenho medo do fogo, mas a temperatura de se sentir antes de morrer, deveria ser outra pele em chamas.
E assim, ninguém nunca estaria pronto pra escolher quando ou como morrer.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Mais do mesmo.
Sempre fico melancólica quando voltas à cidade do sol
Posto que és meu sol
E levas assim toda luz de mim
Me deixando a míngua de intermináveis voltas no relógio
E unhas roídas e cigarros fumados.
Goles do vinho amargo que faz minha boca pedir algo doce e suave como teus beijos
E que dá a ilusão de descanso no meu corpo que grita, em sinais mudos, pelo teu.
Minha pele se arrepia ao lembrar teu toque, clama por tuas mãos.
Enquanto vivo no ócio, na ânsia de te esperar
Deixo aqui minhas palavras para nunca me permitir esquecer
Tudo que sou, tudo que és. Tudo que somos e tudo que me fazes.
Tudo se resume a uma só coisa:
O sol.
Que apesar de eu odiar, amo em você.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Soneto de explosões no céu.
As coisas mudam numa velocidade esquisita.
Afasta quem tá perto quase que num sopapo
Deixa o coração como reboco de parede, faltando um pedaço
Como balão de são joão que pega fogo e vai embora.
E de repente, você não é mais quem costumava ser.
Talvez reboco de parede, talvez balão a desaparecer.
A alma chora, sentindo falta de si mesma
E o reflexo no espelho não se deixa reconhecer.
Na verdade, todos sabemos que nada dura e tudo se esvai
O que costuma restar são memórias torturantes
Impregnado na sua pele, seu passado errante.
Mas memória humana é fraca, como papel, um dia se esbagaça
E uma pessoa que um dia talvez fora importante
Hoje em dia passa e você não vê, só mais um andante.
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