terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sun

The dreams are built in pain
My tears i can't complain
They are mirrors of my acts
My end is now a fact

The sun in your eyes
Evaporates the tears in the ground
I miss the smile in your mouth

In my past you are
In my present you live
In my future...god knows

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

TLW

"I'll drown my beliefs
To have your babies
I'll dress like your nurse
To wash your swollen feet
[...]

And true love waits
In haunted attics
And true love lives
On lollipops and crisps

Just don't leave
Don't leave

Just don't leave"

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Fuckbook

Uma análise sobre o facebook.


   É sufocante quando começo a reparar na timeline do facebook. Comovente, sufocante. Não consigo engolir essa geração do quero ser mais. Quero ser mais que o meu próximo por ter um carro melhor, um celular melhor, uma casa melhor. Uma geração quero ser mais rebelde, quero ser mais ativista, mais feminista, quero ser melhor através da imagem que transpasso por uma rede social. E o que ganharei de volta? Masturbação mental no meu ego em forma de likes. Quero ser melhor para poder humilhar, arrotar arrogância na cara do próximo, ganhar medalhas mentais na sociedade, quero desesperadamente mostrar para todos o quão triste eu estou, quero que alguém desesperadamente me dê atenção que eu mereço pois sou insignificante o suficiente para conseguir apenas querendo ser mais. Quero mostrar as festas em que sou convidado, quero mostrar o que eu consegui arrancar dos meus pais a troco de ser um filho idiota que passa o dia inteiro longe de casa. Quero ser mais, quero ser mais que todos. Quero ridicularizar o próximo para que eu pareça melhor. Quero chamar atenção de quem eu amo desesperadamente fazendo qualquer coisa, compartilhando qualquer imagem, escrevendo qualquer indireta. Quero chamar atenção fazendo piada da desgraça alheia, o pessoal vai gostar do meu humor negro. Até que aconteça o mesmo ou pior com eles. Quero ser mais do que minhas amigas, competição sempre pra mostrar quem é que manda no grupo.

Não consigo me encaixar nesse mundo, não suporto, é demais pra mim. Não consigo não querer vomitar ao ler certas coisas e ficar calada simplesmente não ajuda. Até que vou juntando, juntando e despejo tudo na minha fossa emocional: meu blog. Ultimamente é mais do que eu posso/ consigo lidar. É complicado. E as vezes não sei realmente se usar o cérebro é uma coisa boa nos dia de hoje. Onde o que vale são os valores de aparência, onde coisas materiais sãos mais importantes do que as emocionais. Onde um filho prefere (exige) um iphone do que um abraço da mãe. Onde há competição entre amigas, onde há competição em toda parte. Competição pra quê? Eu vejo isso como competitividade ao prêmio "babaca do ano". A pessoa que mais se exibiu para o mundo, mais se expôs.  Eu não sei se estou sendo muito ingênua a pensar dessa forma mas... Sinto falta de quando as coisas eram mais fáceis. Não existiam mentiras, não existiam falsidade. Se você não gosta de alguém, você não solicita a amizade dela, você evita.  Você não cutuca, você fala. Você olha no olho e fala. Por mais que seja difícil. No fim, vai ser mais fácil. 

Enquanto isso meu mundo segue em frente, observando esse picadeiro infinito. Onde cada um quer ter sua apresentação exclusiva, seus 15 minutos de fama. Fico observando e preferindo meu anonimato.

Liberté

Acredito em liberdade incondicional, livre arbítrio, direito de escolha, poder de optar. Seja lá o que tudo isso significa. Acredito em liberdade, em pessoas seguindo seus próprios corações, fazendo o que querem.
Mas isso as vezes é ruim.

Existem quedas que também são livres.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

So tired

Eu já não deveria estar preparada? Sou parte de um mundo totalmente antigo agora. Vou ficar de fora, só te olhando.

domingo, 8 de setembro de 2013

Olhando para o céu

Acordo no meio da noite com a mente perturbada, sentimento de impotência. Impotência em saber que não posso controlar o destino, não posso controlar os sentimentos de alguém. Impotência em saber que eu não sou boa o suficiente e nunca vou ser. Impotência em saber que nunca vou fazer você sentir o que você me faz sentir. Impotência em saber que nunca vou te fazer uma pessoa melhor, como você me faz. Impotência por não ter coragem de te dizer tudo o que está entalado na minha garganta, no meu peito, na minha cabeça. Me sinto fraca em saber que eu construí isso, me sinto triste em não saber como você se sente, de tudo nunca passar de um 'gostar'. Me pergunto se um dia darei certo com alguma outra alma que vague pelo mundo. Se eu vou poder me consertar e ter uma vida tranquila onde minha mente não tente me matar a cada minuto que me encontro sozinha. E sinceramente, sozinha é como venho me sentido toda vez que vais embora.

"Nunca ame uma coisa selvagem, Sr. Bell', Holly o aconselhou. 'Esse foi o erro de Doc. Ele estava sempre levando coisas selvagens para casa. Um gavião com uma asa machucada. Uma vez foi um gato selvagem com uma pata quebrada. Mas você não pode dar seu coração à uma coisa selvagem: quanto mais você dá, mais forte eles ficam. Até que eles estão forte o suficiente para correr para dentro da floresta. Ou voar para uma árvore. Depois para uma árvore mais alta. Depois o céu. É assim que você vai acabar, Sr. Bell. Se você se permitir amar uma coisa selvagem, você vai acabar olhando para o céu." - Breakfast at Tiffany's

domingo, 11 de agosto de 2013

Pai,
Todo começo é difícil. O da carta, o da conversa, o da música, o da vida que já principia berro, barro: todo começo é uma birra. Esse começo é uma birra entre o ideal perfeito na cabeça e a idéia atrofiada no papel, entre o que se quer dizer e o que se diz de fato, a diferença essencial entre a palavra que sai da boca uma e entra no ouvido tão outra.
Tenho montes de coisas pra lhe dizer, nada que você não saiba. Ou melhor, que não são coisas de serem sabidas para além daquele pressentimento levemente consciente, e às vezes nem isso, vai saber, nada que você não intua.
É noite e já é dia, dos homens, das crianças, dos deuses, dos cachorros, dos pirilampos e dos pés-de-mamão, dos pais, e quê são pais, agora me veio a cabeça, um pai é como um país, provavelmente a semelhança da sonoridade que me atraiu, sim, um pai é um país, ou quase. É essa afetividade que se entende por natural, e talvez seja um pouco, mas grande parte dela, se não a maior, foi construída, edificada, como o sentir-se nação;  um pai é uma pátria de certa forma, e essa nacionalidade paterna não se torna menor porque criada, penso até que se torne mais: é preciso escolher construí-la, ainda que ela seja embutida em você desde o tempo do qual nem recordações se tem, fazer parte, ficar onde se está é também uma escolha, prosseguir com ela; a flor já existe, mas se não for regada morre.
Franz Kafka escreveu uma carta pro seu pai também. Mais objetiva, e mais específica, e bem maior, um conjunto de ressentimentos e justificativas pelas primeiras dez páginas que li e não pretendo imitar. Acho que somos muito parecidos, eu e você, agora, ontem já achava que não, talvez ontem não fossemos, mas não importa. Isso é muito difícil pra qualquer coisa em mim, às vezes. Vejo espelhos por toda parte e isso me sufoca. Não. Me sinto espelho em toda parte, o que é pior, se não for quase o mesmo. Por isso me quebro, me despedaço em caquinhos por dentro vez em quando, despeço coisas em mim que julgo não serem minhas, xenófoba que sou.
É só que preciso de ar. Preciso descobrir em mim, de mim, o que já sei, o que já sonho. É que em mim é aguda a consciência da alma, a vontade dela, e bem sensata a noção de que uma alma não deve, não pode mandar em outra. Um preto velho já me disse do meu espírito curumim, e nem sei, porque ele parece tão pesado e velho as vezes, mas talvez seja, porque minha alma precisa se provar. Uma de suas frases que mais odeio, “quem não vive pra servir não serve pra viver”, bem, eu não sirvo pra viver, quem sabe eu odeie tanto porque a carapuça sirva, escrachado mesmo, só sei servir enquanto me convém, quem sabe isso mude, espero que mude, por enquanto é assim, ou talvez só não tenha tido oportunidade de descobrir o contrário.

Gratidão é virtude, talvez a mais difícil delas, às vezes não me atrevo, mas tem horas em que é imprescindível, como agora: obrigada.