quinta-feira, 2 de maio de 2013

This is one for the good days.

Tatuagem mais forte do que a morte deixa não há.
É mais dolorosa do que a agulha perfurando a pele pra fixar a tinta.
A morte é bela, poética, dolorosa, dilacerante.  Me dilacerou há um ano atrás.
Levando uma pequena parte de mim.
Me traumatizando.
Cortando meu coração. Marcando minha alma.
O cérebro humano é uma peneira, parece que faz tanto tempo...
Talvez daqui há alguns anos eu nem lembre mais de ti.
Que eu lembre, que eu não me deixe esquecer.
Que eu lembre, mas que seja menos doloroso.
Que não me faça chorar mais, que eu esqueça aquele dia horrível.
que minha memória falhe nesses detalhes aterrorizantes.
Mas que prevaleça toda a alegria que um dia tu me deu.
Hoje faz um ano. Poderia ser um século. Tu ainda faz muita falta.
Te amo muito, muito.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Escolha de morrer.

Não tenho medo da morte, tenho medo da dor.
Não tenho medo da altura, tenho medo da queda.
Não tenho medo de armas, mas um disparo não deveria ser a última coisa a se ouvir antes de morrer.
Não tenho medo da corda, mas a última sensação que eu gostaria de sentir no pescoço seria um beijo.
Não tenho medo da água, mas gostaria de um gosto diferente antes de morrer.
Não tenho medo do fogo, mas a temperatura de se sentir antes de morrer, deveria ser outra pele em chamas.
E assim, ninguém nunca estaria pronto pra escolher quando ou como morrer.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Mais do mesmo.


Sempre fico melancólica quando voltas à cidade do sol
Posto que és meu sol
E levas assim toda luz de mim
Me deixando a míngua de intermináveis voltas no relógio
E unhas roídas e cigarros fumados.
Goles do vinho amargo que faz minha boca pedir algo doce e suave como teus beijos
E que dá a ilusão de descanso no meu corpo que grita, em sinais mudos, pelo teu.
Minha pele se arrepia ao lembrar teu toque, clama por tuas mãos.
Enquanto vivo no ócio, na ânsia de te esperar
Deixo aqui minhas palavras para nunca me permitir esquecer
Tudo que sou, tudo que és. Tudo que somos e tudo que me fazes.
Tudo se resume a uma só coisa:
O sol.

Que apesar de eu odiar, amo em você.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Soneto de explosões no céu.


As coisas mudam numa velocidade esquisita. 
Afasta quem tá perto quase que num sopapo
Deixa o coração como reboco de parede, faltando um pedaço
Como balão de são joão que pega fogo e vai embora.

E de repente, você não é mais quem costumava ser.
Talvez reboco de parede, talvez balão a desaparecer.
A alma chora, sentindo falta de si mesma
E o reflexo no espelho não se deixa reconhecer.

Na verdade, todos sabemos que nada dura e tudo se esvai
O que costuma restar são memórias torturantes
Impregnado na sua pele, seu passado errante.

Mas memória humana é fraca, como papel, um dia se esbagaça
E uma pessoa que um dia talvez fora importante
Hoje em dia passa e você não vê, só mais um andante.

sábado, 23 de março de 2013

E agora o amanhã, cadê?

Sei que tudo tem um fim, eu sei.
Eu sei que todos vão embora e novas pessoas virão, a vida é uma estação.
Mas sempre tem aquelas que ficam grudadas na pele, como um adesivo mais forte.
Pra sair da pele, dói.
Mesmo que vá embora rápido, fica vermelho. Arde. Leva alguma coisa de você com ele.
Acho que estou muito racional, ultimamente.
Aceitando o amargo da vida.
A vida é amarga.
A vida é amarg
A vida é amar.

Talvez, amar sozinha. Talvez amar a dois.
Aprendi sem querer que tudo é aprendizado, que tudo é passageiro.
Não posso me remoer pelo futuro, esquecendo de viver o presente.
É tudo o que eu tenho.
Tudo o que me restou.
E se for de mudar, que mude.
Assino em baixo do que o destino me traz.
Meto a cara na vida.
Se for pra quebrar alguns dentes, que quebre.
Tudo tem concerto.
Menos a morte e, temporariamente, um coração partido.

"Like all great things, it has come time for it to end. "

segunda-feira, 18 de março de 2013



Massacro meu medo, mascaro minha dor. Já sei sofrer, não preciso de gente que me oriente.
Se você me pergunta: Como vai?
Respondo sempre igual: Tudo legal
Mas quando você vai embora, movo meu rosto do espelho, minha alma chora.... Vejo o Rio de Janeiro. Comovo, não saldo, não mudo.
Meu sujo olho vermelho, não fico parado, não fico calado, não fico quieto
Corro, choro, converso e tudo mais.
Jogo num verso, intitulado o mal secreto.

Look, all I know is that


I wish I was your favourite girl
I wish you thought I was the reason you are in the world
I wish my smile was your favourite kind of smile
I wish the way that I dress was your favourite kind of style
I wish you couldn't figure me out
But you'd always wanna know what I was about
I wish you'd hold my hand when I was upset
I wish you'd never forget the look on my face when we first met